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Saiba mais sobre a origem do Dia da Consciência Negra

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Além dos feriados que já conhecemos sempre, novembro também possui um dia muito importante no calendário: o Dia da Consciência Negra, feriado estadual de São Paulo desde 2011, mas já comemorada desde 2003, quando entrou no calendário escolar.

Além de São Paulo, outros estados também decretaram a data como feriado: Rio de Janeiro, Alagoas, Mato Grosso, Amazonas e Amapá. A existência dessa data é muito importante principalmente para que se debata questões como racismo e desigualdade social no nosso país.

A escolha do dia 20 de novembro foi baseada no dia da morte de Zumbi, que era líder do Quilombo dos Palmares, no ano de 1695. Zumbi dos Palmares era um símbolo muito importante da resistência à escravidão, que vivia seu auge no Brasil.

O que era o Quilombo dos Palmares?

Zumbi dos Palmares era conhecido dessa forma por um motivo. Ele foi o líder do Quilombo dos Palmares, mas o que significa isso? O quilombo era uma aldeia que abrigava escravos que fugiam das fazendas de seus senhores, e se tornou símbolo de resistência. Os habitantes dos quilombos eram chamados de quilombolas.

O Quilombo dos Palmares ficava na região da Serra da Barriga, que hoje é o atual Alagoas, e foi o maior que existiu na América Latina, com cerca de 20 mil moradores. Sua destruição levou à morte de Zumbi, em uma emboscada armada por fazendeiros.

O nome Quilombo dos Palmares se deu porque aquela região era um lugar com muitas palmeiras. Essas árvores além de fornecer alimento aos escravos fugidos, também ajudavam a fazer os telhados das casinhas do local.

Além de ser o maior quilombo, foi também o mais famoso e conhecido, e serviu de inspiração para que outros escravos fugissem.

A vida dos quilombolas

Uma vez fugidos das fazendas, os ex-escravos, agora quilombolas, viviam livres. Isso significa que eles podiam fazer atividades de agricultura, cultivar animais, trabalhar com minério e outras coisas.

Mas, acima de tudo, os quilombolas podiam viver suas tradições, cultuar suas crenças e seus rituais, e principalmente celebrar tudo o que já faziam antes de serem escravizados.

Além disso, os quilombolas pensavam em seus irmãos que ainda viviam nas fazendas de engenho. E era muito comum organizarem fugas para ajudar os companheiros ou guardar dinheiro para comprar a liberdade dos amigos.

Infelizmente, a popularidade dos quilombos cresceu tanto que os fazendeiros contratavam os chamados “capitães do mato”, que eram homens que saíam mata fechada adentro com o único objetivo de recapturar os escravos fugitivos. Apesar disso, a resistência continuava e sempre surgiam novos quilombos pelo país.

O Dia da Consciência Negra

A data do 20 de novembro é de uma enorme importância, para que os casos de racismo no nosso país não aconteçam mais. Ela remete à luta dos africanos aqui no Brasil durante a colonização, luta essa que dura até hoje, mas de outras maneiras.

Isso porque o Brasil tem mais da metade da população composta por negros: 65%. Porém, nas classes mais altas, os negros representam apenas 17,8%. E o número em porcentagem dos negros mortos pela polícia é assustador: 76%, enquanto a população carcerária é de 65% negros, na mesma proporção do nosso país.

Isso significa que, apesar de existir um dia da consciência negra, ainda há um caminho longo para o fim do racismo.

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