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Conheça as lendas do Folclore Brasileiro

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Em agosto, apesar de não ter feriado nacional, comemoramos o Dia do Folclore, que é uma data muito importante para nós, já que o folclore é um patrimônio brasileiro. São várias lendas e costumes que as famílias brasileiras vão passando de geração em geração há anos.

Quem comemora o Dia do Folclore geralmente faz uma festinha com muitas brincadeiras típicas e comidinhas. O significado da palavra significa “conhecimento do povo” ou “saber do povo”. Mas afinal, como surgiu o folclore?

O folclore brasileiro, como a maioria das coisas típicas do nosso país, surgiu com inspirações da cultura portuguesa. Além disso, também tem características do povo africano que estava aqui, e muitos traços indígenas. E apesar de ter muitos anos de história, ele só foi ganhar proporções maiores no século 18. Podemos dizer que grande parte dos nossos costumes são folclore, como alguns ritos de ano-novo, alguns costumes de festas juninas, e até mesmo alguns elementos do Carnaval, como o frevo.

As Lendas do Folclore Brasileiro

O Saci-Pererê provavelmente é a lenda folclórica mais conhecida do Brasil. Ele é um menino negro que tem apenas uma perna e fuma um cachimbo. O personagem usa um gorrinho vermelho que lhe dá poderes mágicos e seu passatempo favorito é assustar as pessoas que entram nas florestas onde ele mora sem autorização.

Em tempos onde o sereismo está na moda, a figura da Iara se tornou muito mais popular. A sereia brasileira é um personagem que surgiu no nosso folclore. A Iara também é conhecida como a Mãe D’Água, já que vive nos rios e mares. Como boa sereia, seu grande objetivo é sempre atrair os homens, especialmente os pescadores, e enfeitiça-los, para então levar todos eles para o fundo do mar e deixar que se afoguem. A palavra Iara, em tupi, significa Senhora das Águas.

A versão masculina da Iara, por assim dizer, seria o Boto Cor-de-Rosa, que é como se fosse um “golfinho brasileiro” que vira humano durante a época da festa junina. Ele é um homem muito charmoso que encanta todas as mulheres na Amazônia, leva-as para a beira do rio, e desaparece após engravida-las, retomando a forma de boto e voltando para sua casa no rio. O conquistador está sempre vestido de branco e usando um chapéu, que esconderia aquele furinho característico do boto.

Parecido com o Saci, temos também o Curupira. O personagem do nosso folclore também é um protetor da natureza, assim como o menino de uma perna só. O Curupira é um menino de cabelos vermelhos que tem os pés virados ao contrário, que serve para enganar os exploradores da natureza com as pegadas invertidas.

A Mula Sem Cabeça é uma lenda folclórica que assustou milhares de pessoas, já que seria literalmente uma mula decapitada, que exala fogo pelo pescoço. Diz a lenda que essa mula seria uma mulher que se envolveu afetivamente com um padre da cidade onde morava.

E já que estamos falando de fogo, o Boitatá é um personagem do folclore brasileiro que é representado por uma enorme cobra de fogo, que é o significado de boitatá em tupi-guarani. O animal protege a fauna e a flora do Brasil de homens que pretendem praticar o desmatamento. A lenda diz que quem olha diretamente nos olhos do Boitatá pode perder a visão.

Brincadeiras folclóricas

Além das inúmeras lendas que aprendemos já desde que somos crianças, seja entre família ou na escola, algumas brincadeiras também surgiram por conta do folclore brasileiro. Algumas inclusive são bem conhecidas e usadas como método de ensino por professores até hoje.

Soltar pipa, por exemplo, é uma brincadeira infantil que surgiu junto com as lendas folclóricas. A pipa pode até mesmo ser feita artesanalmente pela criança junto com um responsável. O estilingue, feito para atirar pedrinhas, também pode ser feito artesanalmente e surge junto com a pipa, mas não é tão incentivada pois é uma brincadeira que pode machucar.

Outras duas brincadeiras que são praticadas até hoje, principalmente na hora do recreio escolar, é o pega-pega e o esconde-esconde. No pega-pega existe um pegador e as outras crianças devem correr para fugir dele, mas se o pegador consegue encostar em alguém, então essa pessoa assume o posto, e por aí vai. Já no esconde-esconde, o conceito é parecido: uma criança fecha os olhos e conta até 30 enquanto as outras se escondem. Quando a contagem acaba, ela deve procurar os participantes e leva-los até o lugar da contagem. Mas as crianças escondidas devem fazer de tudo para chegar antes da pessoa que “procura as outras”.

As bolinhas de gude, além de muito bonitas e servirem até mesmo como decoração na casa, surgiram como brincadeiras folclóricas. São bolinhas coloridas feitas de vidro, e a brincadeira é feita na terra ou na areia, com o objetivo de atingir as bolinhas do seu adversário. Na mesma pegada temos o pião, feito de madeira, que as crianças soltam no chão com a ajuda de um barbante. O objetivo é derrubar o pião adversário.

Bumba-Meu-Boi

Essa festa é muito conhecida nas regiões Norte e Nordeste do país. Ela acontece logo após as festas juninas, entre os meses de junho e julho, as vezes até agosto. No Maranhão, é uma das festas mais importantes do ano. Em Paritins, no Amazonas, todo ano desde 1965 acontece uma grande festa chamada Boi-Bumbá.

O Boi-Bumbá é uma figura tão importante para o nosso folclore que tem até mesmo um dia só pra ele no calendário: dia 30 de junho é o Dia Nacional do Bumba Meu Boi.

Músicas Folclóricas

Tão importante quanto tudo isso que falamos no texto, as músicas folclóricas são muito famosas aqui no Brasil, especialmente entre as crianças. As cantigas de roda até hoje tocam em festinhas, ou então são feitas paródias.

Os músicos dificilmente são de fato profissionais, por mais talentosos que sejam, e cantam apenas anonimamente, tanto é que nem todas as cantigas tem um “dono”. Vamos conhecer algumas das mais famosas.

Quem nunca cantou boi da cara preta pra alguma criancinha? Essa antiga canção de ninar passa de geração em geração, e faz parte do nosso folclore. A Barata Diz Que Tem até hoje é parodiada por grupos infantis e também faz parte do nosso acervo folclórico. A mesma coisa vale para Escravos de Jó, que tem até uma brincadeira para a cantiga, assim como Ciranda Cirandinha, e fazem sucesso até hoje.

Por serem tão antigas, é muito importante preservarmos essa cultura brasileira que é só nossa, e não deixar que o folclore se apague.

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